Você é um mutante? 5 mutações genéticas que você pode ter e nem saber

A palavra mutação pode assustar ou nos lembras dos X-men.

Você é um mutante? 5 mutações genéticas que você pode ter e nem saber

A verdade é que uma mutação não quer dizer que tenha algo de errado com você. Uma mutação genética são genes que passam por modificações para que cada geração se torne mais resistente a uma doença, tenha determinada cor de olhos e coisas assim. 

Confira as mutações mais comuns e descubra se você também é um mutante:

Olhos azuis:

Apenas 8% da população mundial tem olhos desta cor. É uma mutação muito recente na história da humanidade: especialistas rastreiam que a primeira pessoa de olhos azuis viveu há 7 mil anos e morou na Europa. 
Na realidade, todas as pessoas de olhos castanhos carregam a mutação que levou a coloração azul. A mutação causou a falta do pigmento marrom, resultando nos olhos azuis.

Tolerância à lactose

Você já ouviu alguém falar que os seres humanos não nasceram para beber leite de outras espécies? Saiba que isso é verdade!
Há cerca de 10 mil anos os ocidentais começaram a domesticar vacas. Beber o leite das vacas causou uma mutação no gene MCM6, fazendo com que algumas pessoas continuassem produzindo uma enzima chamada lactase, permitindo-lhes beber leite sem passar mal.

Cabelos ruivos

É uma cor de cabelos bem rara. Cerca de 4 a 5% da população tem cabelos desta cor. São mais comuns em pessoas nascidas na Escócia. Ao que tudo indica, foi por conta do isolamento geográfico que a mutação ocorreu no gene MC1R, responsável pela produção de melanina.

Vermelhidão por beber álcool

Mutação mais comum entre os asiáticos: cerca de 36% dos orientais carregam esta condição. Muitos pensam que a vermelhidão é pelo fato da pessoa estar embriagada; mas isso não é verdade. As vezes a pessoa nem precisa estar bêbada para isso acontecer. Isso se trata de uma reação autoimune. Uma mutação no gene da enzima ALDH2 evita que o álcool seja totalmente digerido, transparecendo no rosto.

Ausência do dente do siso

Acredita-se que com a descoberta do fogo os alimentos se tornaram mais moles devido ao cozimento. Com isso, os dentes foram se tornando mais estreitos e o "dente do juízo" deixou de ter tanta utilidade. 
Esta mutação já ocorre em aproximadamente 40% dos asiáticos, 10 a 25% dos americanos descendentes de europeus, 11% dos afro-americanos, além de 45% do povo indígena Inuíte.

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Imagem: Pixabay
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